O Mistério da Estrada de Sintra #9

" Foi na sua volta do Oriente que Queiroz se encontrou comigo em Lisboa. Não tinhamos nada que fazer, nem um nem outro, e íamos uma noite passeando ao acaso, quando nos ocorreu darmos à cidade alguma coisa que ler para o outro dia. (...) A nossa questão era simplesmente - que nos lessem. (...) Então, em acto contínuo, um de nós - não me lembro qual - sentou-se a uma mesa e encheu um caderno de papel, que o Diário de Notícias principiou a publicar ao outro dia. Depois, o que principiara passou a pena ao outro, e assim fomos escrevendo sempre, revezadamente, por espaço de dois meses, acompanhando a publicação, e fazendo na véspera o folhetim do outro dia. Foi deste modo que nasceu O Mistério da Estrada de Sintra. (...) O único merecimento do livro é talvez esse, e o de algumas páginas vivas, quentes, cheias de exuberância, de cor e de poder de estilo devidas a Queiroz"


 


Outubro de 1874, Ramalho Ortigão, n' As Farpas (II volume), ao escrever um artigo evocativo do amigo


 


 



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