Questão Coimbrã #3

"Castilho não reagiu publicamente; mas conseguiu a intervenção de amigos seus. Nas intervenções de uma parte e de outra, o problema central levantado por Antero ficou apagado por considerações pessoalistas, mostrando-se alguns dos polemistas impressionados com a irreverência dos jovens em relação aos mestres, sobretudo com a brutalidade das alusões de Antero e de Teófilo à idade e à cegueira física de Castilho.


 


Foi o caso de um folhetinista ecléctico, Ramalho Ortigão, num opúsculo intitulado A Literatura de Hoje, 1866, que deu lugar a um duelo do autor com Antero. Camilo Castelo Branco interveio de forma ambígua, a pedido de Castilho, com o opúsculo Vaidades Irritadas e Irritantes, 1866. Na realidade, pouco se acrescentou aos dois folhetos de Antero durante os meses que a polémica durou ainda. No entanto um ou dois textos são interessantes pelas suas considerações de ordem estética. Nela intervieram, além de muitos outros (alguns solicitados por Castilho), M. Pinheiro Chagas, Júlio de Castilho, Teixeira de Vasconcelos, José Feliciano de Castilho e Brito Aranha." Eça de Queiroz, em O Crime do Padre Amaro, de forma implícita, toma parte dos jovens literários.


 


Adaptado de: História da Literatura Portuguesa (DVD),
2002 Porto Editora, Lda.

publicado por Queirosiana às 17:06 | link do post | comentar