Nota Bibliográfica: Castilho


 


 


Antes de continuar a "epopeia" da Questão Coimbrã, decidi abrandar o passo para descobrir quem foi António Feliciano de Castilho, o homem que Antero de Quental acusou de encabeçar a, por ele apelidade, escola do elogio mútuo.


 


António Feliciano de Castilho nasceu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1800 e foi um escritor romântico, pedagogo e inventor do Método Castilho de leitura.


Em consequência de sarampo perdeu quase toda a visão aos 6 anos de idade, embora nessa data já tivesse aprendido a ler e escrever, a cegueira impossibilitou-o de ler ou escrever para o resto da vida tendo de estudar ouvindo a leitura de textos e ditando a sua obra literária.


 


Matriculou-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, onde se licenciou. Durante a sua aprendizagem em Coimbra, "ditou" grandes obras como Epicédio na morte da augustíssima senhora D. Maria I, rainha fidelíssima (que lhe valeu uma pequena pensão); em 1818, À faustíssima aclamação de S. M. o S. D. João VI ao trono (que lhe granjeou a propriedade de uma escrivaninha de ofício de escrivão chanceler e promotor do Juízo da Correição da cidade de Coimbra; em 1821 imprimiu o seu poema pseudo clássico Cartas de Echo e Narciso, dedicadas à mocidade académica.


 


Casou duas vezes, a primeira (1834) com D. Maria Isabel Baena Coimbra Portugal de quem ficou viúvo e a segunda (1840) com com Ana Carlota Xavier Vidal.


 


É na década de 40 que a sua produção literária tem mais visibilidade. Em 1847 depois de ver fracassado a implementação do seu Método Português de Leitura, parte para os Açores numa espécie de auto-exílio. Em 1850 regressa a Lisboa. Em 1875 morre na mesma cidade.


 


Obras Principais: O Presbítero da Montanha, A Primavera (...)

publicado por Queirosiana às 10:36 | link do post | comentar