A Questão Coimbrã #1

Como referi há uns dias, na Nota Bibliográfica de Eça de Queiroz, este foi parte passiva desta "Questão Coimbrã"; já o mesmo não posso dizer de Ramalho Ortigão que se viu face a face com um duelo de espadas com Antero de Quental.


 


Embora as minhas aulas de História não estejam tão opacas assim, a verdade é que esta Questão Coimbrã estava muito vaga na minha mente. por isso, decidi fazer alguma pesquisa, pois o tema parece-me de enorme relevo para o blogue. Aqui ficam as primeiras impressões:


 


A Questão Coimbrã surge como um embrião daquilo que viria a ser o Realismo, foi um sinal de renovação literária e ideológica, do séc. XIX uma ruptura com o "status quo" literário promovido por António Feliciano de Castilho junto da sua "escola de elogio mútuo" - nome que Antero de Quental atribui ao "apadrinhamento" que Castilho faz junto de escritores mais novos (como Ernesto Biester, Tomás Ribeiro, Pinheiro Chagas). Questão Coimbrã porque surge no seio de um circulo de estudantes de Coimbra que se insurgem contra "o grupo de admiradores e protegidos" de Castilho "em que o academismo e o formalismo anódino das produções literárias correspondiam coerentemente à hipocrisia das relações humanas, e em que toda a audácia tendia a neutralizar-se".


 


Este grupo de jovens escritores estudantes de Coimbra vai "agitar muitas águas" nos anos de 1862 a 1865.


 


Adaptado de: História da Literatura Portuguesa (DVD),
2002 Porto Editora, Lda.



publicado por Queirosiana às 16:18 | link do post | comentar