Nota Bibliográfica: Ramalho Ortigão


 


Na Casa de Germalde (no Porto) nasce a 24 de Outubro de 1836, José Duarte Ramalho Ortigão, o filho mais velho de nove irmãos. Cresceu no Porto, frequenta brevemente o curso de Direito em Coimbra. Depois disso começa a trabalhar como Professor de Francês no Colégio da Lapa, cujo director era o seu pai. Aí ensina, entre outros, Eça de Queiroz. Nessa altura inicia-se também como jornalista, escrevendo para o Jornal do Porto.


 


Casa-se a 24 de Outubro de 1859 com D. Emília Isaura Vilaça de Araújo Vieira, com quem terá três filhos. Ainda no Porto, envolve-se na “Questão Coimbrã” e acaba por enfrentar Antero de Quental num duelo de espadas, por este ter insultado o velho António Feliciano de Castilho.


 


Em 1867 muda-se com a sua família para Lisboa onde vai trabalhar para a Academia de Ciências de Lisboa. É por esta altura que reencontra o seu ex-aluno, Eça de Queiroz e com ele escreve O Mistério da Estrada de Sintra e também As Farpas, que continuará a escrever mesmo depois de Eça partir para Havana.


 


Ramalho Ortigão também fez parte do grupo Vencidos da Vida. Aquando do Regicídio e da posterior Implantação da República, Ortigão ocupava o cargo de bibliotecário da Real Biblioteca da Ajuda ao qual pede demissão, por não se rever nos ideais republicanos e parte para Paris, num exílio voluntário, onde escreve as Últimas Farpas (1911-1914).


 


Regressa a Portugal em 1912. Morre a 27 de Setembro de 1915 na sua casa em Lapa.


 


Principais Obras: O Mistério da Estrada de Sintra, As Farpas (…)


 

publicado por Queirosiana às 12:04 | link do post | comentar