As Farpas (1871-1972) #14

Apesar disso a esta política infiel aos seus principios, vivendo num perpétuo desmentido de si mesma, desautorizada, apupada, pede ainda uma multidão inumerável de simples a salvação da coisa pública. É trágico, como se se pedisse a um bobo paralítico mais uma cambalhota ou mais um chiste.

 

O orgulho da política nacional é ser doutrinária. Cada um diz: - sou doutrinário, eu! - Ser doutrinário é ser um tanto ou quanto de todos os partidos; é ter deles por consequência o mínimo; é não ser de partido nenhum - ou ser cada um apenas do partido do seu egoísmo.

 

In As Farpas (edição de Outubro 2004), Maio de 1871

 


 

publicado por Queirosiana às 11:37 | link do post | comentar