As Farpas (1871-1872) #7

Em estreita consonância com o pensamento revolucionário do Realismo, alguns dos homens do tempo dedicam-se à literatura de combate, doutrinária, panfletária, obra de propaganda e de acção civilizadora. Para realizá-la, empregam indirectamente a prosa de ficção e a poesia, e directamente o panfleto e o folhetim. A primeira publicação no género destes últimos foram As Farpas, aparecidas em 1871, no ano mesmo das Conferências do Casino Lisbonense, decerto inspiradas em Les Guépes (1839-1849), do Francês Alphonse Karr (1808-1890), e escritas em colaboração por Eça e Ramalho Ortigão: o primeiro, até 1872, quando ingressa na carreira diplomática, e o segundo, dali por diante, até 1882. Em 1887, As Farpas voltam a circular por três anos, ainda sob a direcção de Ramalho, o mesmo acontecendo entre 1911 e 1915. Nessas sucessivas reaparições, o periódico foi sofrendo gradual metamorfose, que, entretanto, não lhe altera o carácter originário de órgão polémico e crítico da sociedade Portuguesa. (...)


 


Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa
Editora Cultrix, São Paulo


 


Texto Integral no Blogue Aula de Literatura Portuguesa


 

publicado por Queirosiana às 15:30 | link do post | comentar